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ASPR Em Dia nº 17 – dezembro/2014 – O VAREJO OPTICO E A NOTA FISCAL AO CONSUMIDOR ELETRONICA – NFC-e

No momento em que é consenso a indiscutível necessidade de se fazer fortes ajustes na economia, para que a coloque nos trilhos, novo aumento da arrecadação tributária pode ser uma das ações do governo, a serem levadas adiante.

Fica a dúvida: Esse novo aumento é suportável pelas empresas?

O conhecido Custo Brasil, oriundo da falta de melhor infraestrutura, do sistema tributário regressivo e complexo, da alta carga tributária de 36% do PIB, do custo do dinheiro – juros altos, afeta negativamente os investimentos e afeta especialmente os empreendedores nacionais. Isso nos deixa em grande desvantagem, quando comparado com outros países e com empresas estrangeiras.

Qual a saída para essa realidade?

Mais eficiência e eficácia em tudo o que fizermos. Em resumo, aumento permanente e crescente da produtividade. Nada fácil para o Brasil, devido a sua ruim educação.

Por isso tudo, a nosso ver, a partir de agora os governos, federal, estadual e municipal, usarão definitivamente o poderio de suas máquinas arrecadadoras e fiscalizadoras, valendo-se do Sistema Público de Escrituração Digital – SPED. O auge das exigências do SPED, das milhões de empresas, acontecerá em 2015 e 2016, com a NFC-e, e-Social, SPED Fiscal.

Saiba mais em

http://www.opticanet.com.br/secao/colunaseartigos/8740/varejo-optico-e-fiscalizado-em-santa-catarina.aspx

Os estados brasileiros demonstram muito interesse e esperança na NFC-e. Ocorrerá disseminação do seu uso a partir de 2015 e isso pode levar as empresas a uma maior igualdade na competição por espaços de mercado.

Destaque-se a existência de projetos paralelos ao da NFC-e, também em execução, como o ECF do Convênio ICMS 09/2009 em Santa Catarina e o SAT em São Paulo. O desejável, assim entendemos, seria o de uma única solução para todos os estados da federação, para maior e melhor combate da sonegação, da pirataria, do contrabando e menos burocracia, objetivos originais do SPED.

Saiba mais em

http://www.opticanet.com.br/secao/colunaseartigos/8069/novo-ecf-sat-e-nf-ao-consumidor-apertem-o-cinto.aspx

Nas empresas varejistas, especialmente às micro e às pequenas, se espera grande impacto, devido à necessidade de mudanças nas práticas de condução dos negócios, exigindo-se total controle das transações com novas práticas operacionais e gestão profissionalizada.

Destacamos que o varejo óptico em geral, antes de decidir pela implantação e/ou mudança de seu sistema, deve revisar por completo os seus processos de compra e de venda, de gestão dos estoques e custos, de gestão financeira, revisar os procedimentos fiscais, para que possa fazer o ideal e amplo uso do seu sistema. Ele deve preferencialmente ter sido desenvolvido para o segmento óptico.

É muito desejável que a partir do sistema de gestão utilizado se execute automaticamente a contabilidade, ou a execute com a integração com outro sistema, fiscal e contábil, para que se elimine o tão custoso e indesejado retrabalho de digitação dos documentos, para fins fiscais, financeiro e contábil.

Os primeiros meses de obrigatoriedade da NFC-e foram e estão sendo desafiadores. Acontece-se de tudo, desde mudanças nos ambientes de homologação e produção do Fisco, que causam incompatibilidade com as aplicações já construídas, até instabilidades no serviço NFC-e da SEFAZ, causando intermitência no envio do DANFE. Inúmeros chamados ocorrem para o suporte. Estimativas apontam que ocorre suporte quatro vezes maior do que o previsto, gerando enormes custos para os desenvolvedores.

O sistema óptico Focus 10 da OPTIDADOS, tem sido preparado para atender o referido ambiente heterogêneo de soluções fiscais, ou seja, NFC-e, ECF e SAT; sabendo que elas conviverão pelos próximos cinco anos. É alto o investimento e o desafio para milhões de empresas e para os desenvolvedores de soluções sistêmicas do nosso querido Brasil.

Para o Focus 10 não basta apenas enviar o XML ao Fisco. É necessário se ajustar às intermitências dos servidores, realizar a contingência em qualquer caso que surgir e principalmente prestar o serviço de guarda dos documentos emitidos, a chamada custódia.

O sonho de consumo de todo empreendedor e gestor do varejo óptico deve ser o de focar o uso do tempo e demais recursos em favor das tais novas práticas operacionais e em especial em favor do seu negócio. O sistema de gestão óptico deve ser adquirido, implantado e mantido com esse primeiro e grande objetivo.

Se o comentado não for muito bem feito por você, o seu concorrente poderá fazê-lo e aí a sua arma de competição é menor em relação ao seu concorrente, deixando o “jogo” comercial desigual.

Concluindo. A alma do negócio não é mais o segredo, mas a nova cultura organizacional, a qual deve estar presente na empresa, do proprietário ao funcionário.

Ary Silveira Bueno – Diretor da ASPR Auditoria e Consultoria
Murilo Cassiani – Diretor da OPTIDADOS Soluções Ópticas

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