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Gestão Em Dia nº 03 – março/2018 – BANCO MUNDIAL PARA O BRASIL (I)

O Banco Mundial foi fundado em 1.944, fica em Washington, D.C. Em seus primeiros anos de atuação, ajudou a reconstruir países atingidos pela segunda guerra e é a maior instituição de desenvolvimento do mundo. Está presente em nosso país, em Brasília.

O Banco tem feito trabalhos sobre o Brasil e acaba de produzir e divulgar dois relatórios importantes: Emprego e Crescimento: a Agenda da Produtividade e o outro: Competências e Empregos: uma Agenda para a Juventude.

Neste resumo, trazemos algumas informações e análises constantes do relatório do Banco, sobre:  Emprego e Crescimento.

Os relatórios podem ser acessados em http://www.worldbank.org/pt/country/brazil. Visite, recomendamos.  

O relatório traz alguns dos fatores que podem estar por trás do cenário de baixa produtividade no Brasil, entre os mais importantes:

  • a falta de concorrência interna – graças a um ambiente de negócios que favorece empresas já estabelecidas no mercado e dificulta a inovação e a entrada de novas empresas – e externa, devido às altas barreiras tarifárias e não tarifárias ao comércio;
  • políticas públicas que se concentram em subsídios a empresas já existentes e distorcem os mercados de capital e trabalho, em vez de fomentar a concorrência e a inovação;
  • a fragmentação dos órgãos de governo dedicados ao apoio às empresas, que possibilita que políticas continuem em vigor mesmo quando se mostram não eficazes.

Diz o Banco, que o relatório sugere a mudança de política em todas as três áreas, com o objetivo final de mudar a relação entre as empresas e o Estado – passando de uma relação de vantagens e privilégios, para uma relação que busque nivelar o mercado, incentivando a iniciativa e apoiando trabalhadores e empresas que se ajustam às demandas do mercado.

Em trecho do prefácio do relatório, o especialista e Diretor do Banco para o Brasil, Martin Raiser escreve:

“O Brasil adentra o ano eleitoral de 2018 com uma economia que se recupera gradualmente da mais profunda recessão em sua história econômica recente. No entanto, para muitos brasileiros, essa recuperação ainda não se materializou em mais e melhores empregos ou rendimentos mais elevados. O motivo por trás deste relatório foi a necessidade de entender os possíveis fatores que impulsionarão o crescimento da renda e do emprego no futuro. Sua principal conclusão: o Brasil precisa melhorar drasticamente o seu desempenho em termos de produtividade, para que o país aumente a renda de forma duradoura e ofereça empregos melhores para os seus cidadãos. Essa questão ganha ainda mais importância porque o Brasil é um país que está envelhecendo rapidamente, e o impulso de que o país desfrutou graças à sua força de trabalho jovem e crescente nas últimas três décadas irá desaparecer em alguns anos”.

Reformulação de políticas para aumentar a produtividade

O relatório traz, entre outras relevantes informações e análises, as quais podem ser úteis aos executores de políticas públicas e empresariais:

“No cerne da produtividade baixa e estagnada do Brasil, existe um sistema econômico que desincentiva a concorrência e estimula a ineficiência e a alocação inadequada de recursos. As empresas brasileiras operam em um ambiente de custos elevados. Esses custos elevados, frequentemente chamados de Custo Brasil, são resultado de mercados financeiros ineficientes e taxas de juros altas, um sistema de impostos demasiadamente complexo e oneroso, uma infraestrutura nacional inadequada, um conjunto extenso de regras administrativas e outros desafios inerentes a operações em um país federativo com uma miríade de regras distintas em constante mutação”.

Os referidos relatórios do Banco nos chamam a atenção, por dois motivos principais:

  • em função do momento pelo qual passa o Brasil, em sua lenta e gradual recuperação econômica; e
  • por tudo que tem havido de estudos, esforços e investimentos no Brasil, na disseminação dos conceitos, avanços e práticas sobre os recursos tecnológicos usados pela chamada Indústria 4.0.

Sobre o tema Indústria 4.0, a ASPR tem dedicado tempo, estudos e práticas, com seus parceiros estratégicos.

Nos dias atuais, conhecimento, compartilhamento, sintonia e sinergia, são essenciais. Compartilhamento é o propósito do tema em pauta.

Ary Silveira Bueno
Diretor da ASPR – Sua Companhia de Gestão!

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