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Gestão Em Dia nº 05 – setembro/2017 – FINANCIAMENTO DO 13º SALÁRIO – FALTARAM RECURSOS EM CAIXA?

Autores: Evandir Megliorini e Ary Silveira Bueno

Ao longo do ano civil, as empresas, em obediência ao princípio contábil da competência, apropriam como custos, despesas administrativas e comerciais, o décimo terceiro salário devido aos funcionários, mais os encargos correspondentes, como as contribuições sociais e o FGTS. Como o décimo terceiro salário mais os encargos são pagos em determinadas épocas, normalmente nos últimos dois meses do ano, tem-se, como regra, que estes custos e despesas não representam desembolsos nos demais meses, devendo, portanto, sobrar, no caixa das empresas nestes meses. Uma boa gestão do caixa indica que tais valores incorporados aos custos e despesas, na formação dos preços de produtos, mercadorias e serviços, devem ser acumulados em um fundo de reserva desde o início do ano, para que se tenham recursos suficientes para quitação de tais obrigações nas datas oportunas. Entretanto, parcela importante de empresas não procede desta forma, necessitando captar recursos, utilizar as vendas do último trimestre do ano, eventuais antecipações de recebíveis etc., para saldar estes compromissos. Tem-se, então, para estas empresas, um custo financeiro relativo a esses recursos não incluído na formação do preço de venda dos produtos, mercadorias e serviços, consequentemente, afetando negativamente o lucro das mesmas. Assim, o objetivo do presente artigo é discutir a constituição de reservas relativas a estes custos e despesas, ou seja, o décimo terceiro salário, as contribuições sociais e ao FGTS. Para desenvolver o trabalho, foi empreendido um estudo exploratório sob a forma de pesquisa bibliográfica.

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