skip to Main Content
Menu

Gestão Em Dia nº 16 – maio/2019 – GESTÃO EFICAZ DA SAÚDE É REQUERIDA; QUE NÃO TEM PREÇO, MAS CUSTA MUITO

I. INTRODUÇÃO 

O investimento permanente para manutenção de plano médico dos profissionais da empresa, já figura como o segundo maior custo da folha de pagamento. Um dos maiores desejos dos brasileiros e o grande benefício oferecido pelos empregadores, tem gerado dores de cabeça. Isso porque os reajustes superam e muito a inflação. Segundo o Valor Econômico, o reajuste nos últimos 18 anos foi de 382%, enquanto a inflação (IPCA), no mesmo período, foi de 208%. O Valor tratou o tema do acúmulo de reajustes, como complexo e relevante.

Poderia eu apresentar muitos motivos, por trazer o tema à tona, mas o faço por três relevantes fatores:

  1. Permanente reajuste dos Planos de Saúde acima da inflação;
  2. Por ser o excesso de peso e a obesidade, o segundo fator de risco mais importante para a carga global de doenças, conforme ANS, abaixo destacado;
  3. Pela existência de novas soluções tecnológicas – APP, que contribuem na predição/controle do peso e por consequência na qualidade de vida, pessoal e profissional.

II. IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE SAÚDE POPULACIONAL – GSP

A importância da Saúde Suplementar no Brasil é grande, indiscutivelmente.

Por este motivo, a saúde deve ser gerida por todos os atores engajados neste amplo ecossistema, com muita responsabilidade, qualidade, criatividade e inovação. Isso exige conhecimento e o seu rápido compartilhamento. E isso é inadiável e indispensável!

Para justificar, basta citarmos três fortes associações do segmento de Saúde:

  • Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRANGE), com mais de meio século de fundação;
  • Associação Nacional de Hospitais Privados (Anhp), fundada em 2.001;
  • Aliança para a Saúde Populacional (ASAP), fundada em 2.012.

A propósito, a Anahp e a Interfarma produziram interessante conteúdo de 40 páginas sobre os custos da saúde, os fatos e suas interpretações.

Na página 34, trazem: “Operadoras deveriam investir em prevenção e gerir melhor a sua carteira de beneficiários, orientando-os quanto à gestão adequada da saúde. Interessante!

Já a ASAP tem como meta estimular e promover ações de GSP – Gestão de Saúde Populacional.

Ela objetiva contribuir para a readequação do atual modelo, centrado na doença e nos prestadores de serviços, para modelo com ênfase na promoção da saúde e da qualidade de vida.

Ela menciona que a GSP é iniciativa que visa transformar o velho modelo reativo, que aguarda surgir a doença, em proativo, que mapeia as populações de risco, faz predições e previsões e age evitando as enfermidades e ou minimizando seus impactos. Em vez de os esforços estarem direcionados para o tratamento de doenças, a meta é que os esforços se concentrem na difusão da importância da saúde e no autocuidado, empoderando o cidadão, via ferramentas tecnológicas e de comunicação disponíveis.

III. O GRANDE PROBLEMA DA OBESIDADE NO BRASIL

Em dezembro de 2.017 no Rio de Janeiro, a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar lançou o Manual de Diretrizes para o Enfrentamento da Obesidade na Saúde Suplementar Brasileira.

O Manual é resultado do grupo de trabalho multidisciplinar capitaneado pela ANS, com o objetivo de promover melhorias e incentivos na atenção à saúde relacionada à prevenção e ao combate da obesidade entre beneficiários de planos de saúde.

Disse à época a diretora da ANS, Karla Coelho:

A ANS entende a discussão do tema como urgente e necessária à sustentabilidade da saúde suplementar, uma vez que o excesso de peso e a obesidade constituem o segundo fator de risco mais importante para a carga global de doenças, e estão associados a várias doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, diabetes, cirrose, câncer de cólon, de reto e de mama, entre outras”.

É fato que o enfrentamento da obesidade, enquanto resultado de uma complexa combinação de fatores biológicos, comportamentais, socioculturais, ambientais e econômicos, representa grande desafio para o setor, conforme entendimento da ANS.

Segundo pesquisa anual do Ministério da Saúde, referente a 2017, o levantamento trouxe que quase 1 em cada 5 brasileiro, 18,9% são obesos e que mais da metade da população das capitais brasileiras, 54,0%, estão com excesso de peso.

Sabe-se que a obesidade é uma doença multifatorial, recidivante e muitas vezes silenciosa, e se não prevenida e cuidada corretamente, tem um impacto devastador na vida do indivíduo, bem como na economia do país”, afirmou também à época, Kátia Audi, da ANS.

IV. SOLUÇÃO DE PREDIÇÃO DO PESO CHEGA AO BRASIL – APP / SINQUE

Atualmente um dos nossos clientes é uma startup holandesa, que desenvolveu a solução sinque, que de forma amigável, fácil usabilidade e cientificamente, trata de prover o peso futuro das pessoas, através de aprendizado do peso do indivíduo, projetando por inteligência o peso para as próximas duas semanas. É nova maneira motivadora e transformadora de predição de peso.

Com o APP sinque a pessoa valida o seu esforço, levando-o a uma jornada de prevenção, com mais saúde e maior qualidade de vida.

Saiba mais: www.sinque.pro

V. CONCLUSÃO

Os números, valores e problemas oriundos da Saúde Suplementar no Brasil são muito representativos e as suas crescentes dificuldades de gestão requerem robustos estudos e ações, que considerem os aspectos: técnicos, legais e de viabilidade econômica de todos os atores.

Os crescentes custos da saúde, devem ser melhor gerenciados por todos. A meu ver é inadiável efetivo planejamento estratégico, público e privado, feito a quatro mãos, governos e a iniciativa privada.

 

Ary Silveira Bueno
ASPR – Sua Companhia de Gestão!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CLOSE
CLOSE
Back To Top