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Gestão Em Dia nº 21 – setembro/2020 – A FALSA SENSAÇÃO DE SEGURANÇA DO HOME OFFICE

Já não é novidade a adoção do home office pelas empresas, como saída para evitar a interrupção das atividades em virtude da imposição do isolamento, que por sua vez, visa evitar o crescimento da curva de contaminação pelo novo coronavírus e o número de mortos pela COVID-19.

Com a aparente melhora da situação, o movimento para retorno ao trabalho mostrou um cenário onde a unanimidade não é a característica principal. Uma pesquisa realizada pela Spring Professional com 200 empresas sobre o retorno ao trabalho presencial, apresentou os seguintes resultados:

– Já retornaram (grupo também dos que adotaram o modelo híbrido): 32%

– Retorno previsto para o terceiro trimestre de 2020: 30%

– Retorno previsto para 2021 (ou ainda sem definição): 38%

Interessante notar que cada grupo representa aproximadamente um terço do total e as variações se acentuam conforme a indústria que cada um pertence.

Conversando com clientes e amigos, uma frase que se apresentou constantemente foi: “Minha equipe está em home office, então não tenho como e a necessidade de monitorar o estado de saúde e os riscos de contaminação pelo coronavírus.”

Porém, essa impotência e a sensação de segurança é equivocada.

Não é porque a Pessoa/profissional está em casa, que ele está protegido do contágio, afinal, ele pede e recebe refeições por delivery, ele vai ao supermercado, farmácia e eventualmente até em reuniões familiares.

Outras questões relevantes: ele convive com pessoas suspeitas e/ou confirmadas com a COVID-19? Ele é do grupo de risco? Ele pratica as medidas de higiene necessárias?

A falta de completa visão da realidade, devido à distância, pode até aumentar a insegurança e não reduzir.

Outro fator a ser considerado é a qualidade de vida das pessoas/colaboradores, que foi indiscutivelmente afetada no isolamento, tanto física como psicologicamente.

Para citar apenas uma das muitas questões de saúde: a obesidade.

De acordo com os resultados de 2019 do Vigitel – Sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde – a prevalência de obesidade aumentou 72% desde o início do monitoramento, passando de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019. Além de ser um fator de risco para diversas doenças, está associada ao agravamento da COVID-19, mesmo em indivíduos jovens e sem comorbidades. Portanto, a preocupação das empresas com este tema se tornou ainda mais urgente, impondo a necessidade de ações de prevenção e promoção da saúde, voltadas para reduzir o sedentarismo e estimular as boas práticas de alimentação e atividade física, com acompanhamento e monitoramento, fundamentais para dar suporte e orientar a tomada de decisão mais assertiva e alocação mais racional dos recursos, bem como permitir a avaliação constante dos resultados.

Conclui-se que, não importa se o funcionário está fisicamente na empresa e/ou trabalhando em home office., Mapear e monitorar as questões de saúde, devem fazer parte do programa de qualidade de vida, do ativo mais importante das empresas, as Pessoas.

O monitoramento da Saúde deve ocorrer não somente durante a pandemia, mas de forma contínua, estruturada e abrangente. Munidos de números e dados estratégicos, os gestores dos recursos humanos têm os subsídios necessários para tomarem melhores decisões, gerando inúmeros benefícios, não só as empresas, mas também às pessoas.

Renato Azevedo

Diretor de vendas das soluções de saúde da Citrine Consulting e EW2Saúde.

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