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Gestão Em Dia nº 25 – novembro/2019 – COMPLIANCE PODE CAUSAR FELICIDADE

Quebra - ASPR

O título é chamativo? Sim. E pelo simples fato de sempre desejarmos a felicidade, à nós e ao Time de Profissionais à que pertencemos e isso é normal. Mesmo assim, prefiro que você o tenha como convidativo, no máximo criativo.

Cito três razões para justificar o título, há outras:

  • Compliance não é restrição, mas sim proteção. Ele deve ser implementado para se alcançar maior sustentabilidade e perenidade ao negócio e não o contrário. Obviamente, para isso ocorrer, cuidados prévios, específicos, tempestivos e na “dose” certa para cada empresa, devem prevalecer;
  • Um técnico, verdadeiro e ótimo Compliance, deve estar diretamente vinculado ao propósito e valores de cada empresa e principalmente à sua Ética;
  • Desnecessário seria lembrar, que antes de qualquer iniciativa empreendedora ou mesmo para darmos a ideal manutenção a já existente, que antes de tudo e de qualquer coisa, cuidemos do Compliance.

A ideia acima do título, nasceu do livro: O Jeito Harvard de ser Feliz, do autor  Shawn Achor no qual ele trata e fundamenta convincentemente, que a Felicidade vem antes do Sucesso.
Disso concluo que pode não haver, sem Compliance, Felicidade e Sucesso, sustentáveis.

Resumindo:

É possível se obter efetivo Sucesso, antes de um bom e adequado Compliance à cada empresa? Não.
Isso nos valendo de uma associação do que é Compliance e para que serve e do citado livro.

Assim sendo, se pode afirmar pelas razões expostas, que um adequado Compliance pode sim ser causador de Felicidade e por consequência do Sucesso da empresa, mas juntamente com todo o seu Time de Profissionais.

Felizmente a relevância do Compliance no Brasil tem aumentado e muito. Sejamos inteligentes e não percamos esse “bonde”, até mesmo para sermos mais felizes e com isso corrermos dos prejuízos e mirarmos melhores resultados e não somente o lucro a qualquer custo.

Relembro a frase: 

A liderança dada pelo exemplo não é a melhor, é a única. Ela vale integralmente também para o Compliance na empresa, ou seja, se a determinação de tê-lo, o engajamento e o exemplo não vierem da alta direção, esqueça. Não há investimento em Compliance que possa causar a Felicidade e o Sucesso, sem a efetiva participação da alta direção.

Oportuno citar também a frase do ex Procurador Geral da Justiça, o norte americano, Paul Mcnulty: “If you think compliance is expensive, try non compliance”, e em livre tradução: Se você acha que Compliance é caro, tente não tê-lo.

Em agosto passado a nossa empresa participou de questionário, sobre o estágio do nosso Compliance, cujos resultados e  evento devem, segundo os organizadores, ocorrerem brevemente.

Estamos em fase final de implantação do nosso Programa de Compliance, buscando maior e melhor sustentabilidade e isso era inadiável. Era essencial!

O tema Compliance está mesmo na agenda do dia. A KPMG acaba de lançar a  quarta edição da sua Pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil.

Destaco apenas um, entre os muitos dados conclusivos da Pesquisa:

“Os riscos de Compliance mais relevantes destacadas pelos respondentes foram sobre Gestão de Terceiros/Contratos, trabalhistas, segurança do trabalho, previdenciário e tributário e ainda concorrencial, informação privilegiada e conflito de interesses”.

Recomendaria que na próxima edição, seja uniformizado o uso da palavra efetividade, que como sabemos, vai além da  eficiência e da eficácia e estudar os possíveis impactos na Curva de Maturidade – Governança e Cultura, caso fosse considerado o relacionamento de cada empresa com o seu cliente e/ou fornecedor e/ou outros stakeholders, quando estes tenham robusto Compliance ou  exatamente o contrário, ou seja, que proporcione elevados riscos.

Creio que poderia ser interessante e representativo este estudo.

Acredito que a Matriz SWOT, se utilizada e adaptada exclusivamente para fins de se iniciar a análise/diagnóstico do nível de Compliance de cada empresa, considerando os aspectos internos e externos dos seus níveis de riscos, poderia ser bom caminho para facilitar a implementação mais rápida e de menor custo de um efetivo Programa de Compliance, em especial às pequenas e médias empresas.

Concluindo:

Se antecipar com o Compliance, antes de outras quaisquer ações, não é a descoberta da fórmula da Felicidade, é  no mínimo o que devemos fazer para mitigarmos os riscos e aumentarmos em muito a sustentabilidade do negócio, para uma possível maior perenidade da empresa.

Ary Silveira Bueno
ASPR – Sua Companhia de Gestão!

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