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Gestão Em Dia nº 39 – agosto/2021 – O ESG PELO ECOSSISTEMA BRASIL 5.0

O que é ESG? 

É uma sigla em inglês e representa: Environmental, Social and Governance, e se refere às práticas ambientais, sociais e de governança de qualquer um dos agentes, como veremos adiante. 

O termo nasceu em 2004 em uma publicação do Pacto Global, em parceria com o Banco Mundial. Surgiu de uma proposta do secretário-geral da ONU à época, Kofi Annan, à CEOs de instituições financeiras, quanto a integrar os fatores sociais, ambientais e de governança ao mercado de capitais.

O ESG tem ganhado relevância maior a cada dia, fator essencial para uma sustentabilidade geral. As questões pertinentes ao ESG são inúmeras, essenciais e consideradas para fins de análises de riscos e decisões de investimentos, colocando todos os agentes em alerta, que se questionam quanto ao que se fazer para estarem em conformidade, quanto a sua abrangência e relevância.

Interessante é a afirmação do diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global, Carlo Pereira, que fala: “O ESG não é uma evolução da sustentabilidade empresarial, mas sim a própria sustentabilidade empresarial”, em artigo publicado pela revista Exame.

Relatório da PwC de 2021 apresenta o impacto que a prática do ESG poderá nos trazer:

“Momentos de inflexão, como o atual, são uma oportunidade para líderes de gestão de patrimônio e ativos. Com US$ 110 trilhões em ativos sob gestão direcionados às prioridades ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês), eles têm literalmente o poder de mudar o mundo. 

Por conta própria e em parceria com os principais stakeholders, incluindo governos e empresas de gestão de portfólio, eles podem fazer a diferença em relação a três das prioridades mais críticas do mundo atual e usar esse poder para moldar o futuro: Financiar o Futuro, Garantir o Futuro e Adotar o ESG como Futuro”.

O que é o Ecossistema Brasil 5.0? 

Em 11/08 celebramos o 2º aniversário da Coalizão Digital SP ABC – CDSP ABC. 

A CDSP – Regional ABC, integra o Ecossistema Brasil 5.0, que tem como propósito tornar o Brasil protagonista na transformação digital (TD) global.

Para alcançar o seu propósito,  o Brasil 5.0 conta com seus 5 Pilares – Pessoa, Sociedade, Negócio, Governo e Economia, todos 5.0,  pois projetam uma realidade que já estamos começando a vivenciar, e seus 23 Fundamentos, e suporta a E-Digital – Decreto 9319/2018.

Com o propósito de operacionalizar os 23 Fundamentos do Brasil 5.0, aprimorar e monitorar a implantação da E-Digital: Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, priorizando a Educação e Capacitação Profissional, três objetivos permanentes foram definidos:

  • Promover a capacitação e o empoderamento das Pessoas, para atuarem em projetos de Inovação e Transformação Digital de Processos e Modelos de Negócio;
  • Promover ações para o desenvolvimento da Economia Digital privilegiando a Qualidade de Vida das Pessoas de forma Inclusiva e Sustentável;
  • Aprimorar e monitorar a implantação da E-Digital: Estratégia Brasileira para a Transformação Digital:
  1. Ciclo 2018-2021: Identificar os ajustes necessários a serem contemplados na revisão da E-Digital para o período de 2022 a 2025, contemplando a EGD – Estratégia de Governo Digital, os requisitos da OCDE, e Estratégia Federal de Desenvolvimento para o Brasil, decreto 10.531 de 26/10/2020;
  2. Ciclo 2022-2025: Apoiar e Monitorar a implementação das Ações Estratégicas da E-Digital revisada.

Quíntupla Hélice 

Apresentamos nesta figura a Quíntupla Hélice, seus agentes e papéis, em recente trabalho feito pelo Curador do Brasil 5.0, Francisco Soeltl  pelo Presidente do Conselho Superior do Sistema Nacional de Coalizões Digitais Regionais – SinCDRs, Prof. Reitor Gustavo Donato e pelo Engenheiro e Conselheiro do Brasil 5.0, Prof. Dr. Lester de Abreu Faria

Esg - ASPR

Mas o que é preciso ser entendido pra valer pela Pessoa ou por qualquer um dos agentes que compõem a Quíntupla Hélice, para que reconfigure o seu modelo mental e na entidade/empresa um novo modelo organizacional,  e com isso possa se adequar, se adaptar aos impactos da transformação digital?

Gosto da definição para a TD dada pela Carta para Cidades Inteligentes  de maio/2021, que traz nas páginas 15 e 16:

“TRANSFORMAÇÃO DIGITAL – TD,  é o fenômeno histórico de mudança cultural provocada pelo uso disseminado das tecnologias de informação e comunicação (TICs) nas práticas sociais, ambientais, políticas e econômicas. A transformação digital provoca uma grande mudança cultural, inédita, rápida e difícil de entender na sua totalidade. Afeta mentalidades e comportamentos nas organizações, governos, empresas e na sociedade de forma geral.”

Portanto, um dos fatores essenciais para uma real TD, diz respeito a efetiva mudança para uma nova cultura e digital, o que não é simples. Essa mudança envolve aspectos informais e precisa de práticas uniformes e consistentes, para que se realce e se concretize o novo comportamento mental da Pessoa e um novo modelo organizacional.

Conclui-se ser fundamental se chegar a uma nova cultura e digital, para o sucesso da TD, fator básico para ser uma Pessoa 5.0 e para o desenvolvimento sustentável para todos os agentes da Quíntupla Hélice.

Em artigo da Mckinsey de  julho de 2017 –  Cultura para a Era Digital os autores trouxeram pesquisa de 2016 da Mckinsey, a qual já mostrava que dentre os desafios para o sucesso da TD, a questão cultural predominava como a maior preocupação dos executivos.

Mas qual a relação, a interdependência entre a TD e o ESG? Toda, a meu ver! O ESG também requer uma nova cultura e digital.

Ambas dependem muito fortemente de um novo mindset das pessoas e de um novo modelo organizacional, para os seus avanços e objetivos.

Com o que deve a Pessoa e o agente da Quíntupla Hélice, se preocupar mais e/ou primeiramente, com a TD ou o ESG?

A resposta poderia ser com ambas e concomitante e sempre tendo a Pessoa no centro de tudo, priorizando e privilegiando a obtenção por ela,  de uma clara e efetiva nova cultura e digital. Somente assim é possível se alcançar um novo modelo organizacional e por todos os agentes da Quíntupla Hélice.

Reforço a pergunta: O que deve vir primeiro e ser priorizado, a TD ou o ESG?

Tenho para mim que se eu não tiver obtido um novo mindset proveniente das mudanças provocadas pela TD, não seria plena a compreensão dos impactos do ESG, quanto a sua abrangência e relevância.

E você,  como interpretaria e opinaria sobre a questão colocada?

Ary Silveira Bueno
Conselheiro do Brasil 5.0
Fundador e Diretor da ASPR

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