Talentos e Coerência! A nova escassez das empresas não é talento. É coerência.

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Talentos e Coerência! A nova escassez das empresas não é talento. É coerência.

Este é o título, afirmativo e provocativo do especialista Renato Grau, em seu artigo publicado em 29/05/2026.

Ele é fundador do TrenDs News. Provocador de futuros possíveis. Embaixador e Conselheiro do Movimento Brasil Digital para Todos. Foi reconhecido em 2025 e 2026 Top 10 Latin America Thought Leader pela Thinkers360. Renato Grau é vanguardista!

Após leitura desta importante temática objeto do artigo e ótima abordagem, ouso fazer alguns comentários e tentativa de acrescer contribuição, pela minha ótica.

Se até aqui você ainda não foi tocado pelo título do artigo e mini CV do Renato Grau, reproduzo os tópicos trazidos por ele, que por si só ensejam curiosidade e reflexão.  

Eis os dez tópicos elencados no artigo, que são efetivos convite a sua leitura.

 1 - Empresas sempre aprenderam a escalar pessoas. Poucas aprenderam a escalar contexto, decisões e inteligência coletiva.

2 - A dificuldade não está apenas na quantidade de inteligência disponível dentro das organizações. Está, sobretudo, na forma como essa inteligência é organizada.

3 - O problema deixou de ser escassez de talentos. Virou escassez de coerência.

4- A empresa do século XX foi desenhada para escalar gestão.

5 - A complexidade mudou de natureza, e a liderança chegou ao seu limite.

6 - Quando a liderança deixa de ser hierarquia e passa a ser arquitetura.

7 - Multiplicadores não escalam pelo que fazem. Escalam pelo que tornam possível.

8 - O que isso muda para CEOs, CHROs e lideranças empresariais.

9 - Onde a sua organização está.

10 - As organizações mais adaptáveis não serão aquelas que encontrarem líderes capazes de carregar mais complexidade individualmente. Serão aquelas que aprenderem a distribuir complexidade de maneira mais inteligente.

Meus comentários

Como contribuição e/ou alerta pela interessante tese do Renato Grau, o que está faltando mesmo é coerência!

Coerência em que? O artigo responde a isso, sem rodeios.

O artigo traz que o problema deixou de ser falta de inteligência e passou a ser a falta de organizá-las.

No entanto, as soluções para isso não estão em simples “interoperabilidade” e APIs.

O modelo de gestão do século XX chegou ao limite. Ele funcionou, porque o ambiente já foi mais previsível.

A complexidade deixou de ser linear e passou a ser interdependente. 

Muitas vezes organizações da quádrupla hélice continuam resolvendo problemas complexos, com estruturas criadas para problemas complicados.

Aliás, o artigo traz os interessantes conceitos, quanto a diferença entre problemas complicados e complexos. Não vamos pedir ajuda a IA, se não soubermos que esta diferença relevante existe.

 Inteligência Artificial no bojo do artigo

O destaque para a IA no artigo, é que ela modifica o tipo de liderança necessária.

Penso que, parte da liderança não sabe trabalhar com esta desafiadora mudança.

Como nos beneficiarmos de todas as reais oportunidades trazidas pela IA, com líderes pressionados?   

Novo comportamento da Liderança

O artigo diferencia dois tipos de liderança:

Liderança tradicional, que organiza:

. Pessoas;

. Processos; e

. Tecnologia

Liderança arquitetural, que organiza:

. Conhecimento;

. Contexto;

. Conexões; e

. Decisões.

Esse líder não é necessariamente quem manda, mas quem reduz ambiguidades, conecta pessoas e áreas inteiras, evita retrabalho e principalmente cria coerência.

Possíveis consequências pela falta de coerência, objeto do artigo:

 . excelente técnico que virou gestor e perdeu impacto;  

. ótimo profissional que não sabia e não queria liderar pessoas; e

. excelente vendedor que virou gerente e perdeu performance.

Concluindo

O profissional do futuro, hoje, é medido pelas suas realizações e resultados, contando com os recursos de que dispõe, por vezes abundantes e “gratuitos”.

. Multiplicadores valem mais que executores;

. Nem todo crescimento passa necessariamente por gestão.

No artigo, Renato Grau traz implicitamente que multiplicadores organizacionais são profissionais que:

. conectam pessoas e equipes inteiras;

. reduzem conflitos e aceleram decisões; e

. compartilham conhecimento e elevam o desempenho coletivo.

O multiplicador não escala pelo que faz, mas pelo que potencializa.

A pergunta que fica:

O que, como e por que fazer a Gestão do Conhecimento alinhada, sintonizada e com as indispensáveis práticas sinérgicas oriundas de conexões empreendedoras e estratégicas, interna e externamente?

Conte com a gente para Comunicar, Colaborar e Realizar a sua coerência!


Ary Silveira Bueno

Fundador e Diretor da ASPR

Vice-Presidente do Instituto Brasil Digital

Presidente do Conselho do SiNEco - Sistema Nacional de Ecossistemas do Brasil Digital


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